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Interpretar Milão para a realidade brasileira de consumo

O Sindmóveis, por meio do Projeto Raiz e Prêmio Salão Design, apoia a realização do 1º Fórum Movergs de Design, um evento que reúne pesquisadores, designers e especialistas do setor moveleiro para falar sobre estratégias de negócio e interpretação de tendências. Na abertura do evento, o diretor de Comunicação do Sindmóveis, Edson Busin, participou como painelista sobre Milão 2018.

Experiência imprescindível para todo profissional do setor moveleiro, a Semana de Design de Milão centraliza as criações do mundo. Nesse show espetacular, cada empresa mostra o melhor de si e o profissional visitante pode experimentar um caminho incrível de pesquisa e validação de materiais e tendências. Tão ou mais relevante que o Salão do Móvel em si, é a programação paralela de show rooms e exposições efêmeras pela cidade de Milão.

No painel conduzido pela jornalista Eleone Prestes, o diretor do Sindmóveis Edson Busin destaca a relevância do investimento “Milão” para as empresas moveleiras, mas sempre considerando a realidade brasileira de consumo. Ele falou ao lado das designers Marta Manente e Mila Rodrigues e a arquiteta Selma Sá.

 Segundo Busin, a profusão de informações em Milão é extrema e os apontamentos da semana são válidos, desde que toda essa inspiração respeite a cultura, a linguagem e as particularidades do Brasil. Milão, acrescenta Busin, é uma referência não apenas em produto, mas em PDV, embalagem, campanhas e conceito. “O mais importante é fazer um filtro coerente do que se apresenta em Milão e como isso pode se expressar na realidade brasileira. Empresas sérias não se deslocam a Milão para copiar lançamentos, mas para estudar cenários”, explica.

A programação do Fórum Movergs de Design segue ao longo do dia e o Sindmóveis ainda terá dois painelistas: o diretor do Prêmio Salão Design Eduardo Nuncio, no painel sobre Design além da forma, e a consultora Ana Cristina Schneider, falando sobre O Design Brasileiro no mundo.

 

>> Insights de Milão 2018

– Conexão com a natureza na casa

– Cores aconchegantes, tonalidades terrosas com pigmentos acinzentados

– Cavas, cortes em 45 graus

– Transparência nas portas de vidro e retroiluminação, num jogo de esconde e mostra. Por vezes, iluminação colorida

– Mesas com alturas diferentes, encaixando uma na outra

– Pedras, ausência de puxadores

– Estruturas de frame, repaginando o estilo industrial com o preto dando lugar a tons de bege, dourados e metalizados

– Tapetes sem bordas definidas, fluidos e explodindo cor quando a cor não está no ambiente

– Peças pequenas e acessórias, carrinhos de chá

– Estandes com vazios e cheios e tamanhos diferentes de nichos

– Objetos em cerâmica

– Escolhas atemporais, design para durar, peças assinadas dividindo espaço com mobiliário de família