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  • 30 Mai 2014

    Welber Barral discorre sobre as perspectivas para o mercado externo


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A convite da Movergs e do Sindmóveis, especialista falará sobre os desafios para o país em palestra para indústria moveleira de Bento Gonçalves
 
“A união e mobilização das entidades representativas é fundamental para que as empresas nacionais possam se tornar competitivas no mercado externo”. Assim, o professor Dr. Welber Barral define a importância da ação promovida por Movergs e Sindmóveis. Em um encontro preparado pelo Comitê Moveleiro, Barral falará sobre perspectivas e desafios para o comércio exterior, com abordagem focada na indústria moveleira e da região. “As organizações devem se unir por uma agenda de competitividade. Iniciativas como essa, principalmente em um ano eleitoral, são fundamentais para que as empresas possam ajudar a mudar o cenário atual”, define Barral. 
Especialista em defesa comercial e negociações internacionais, Welber Barral tem 20 anos de experiência como consultor para agências governamentais e empresas na América Latina. Na palestra, ele deverá abordar diferentes elementos da pauta exportadora como os principais entraves encontrados na atualidade e o seu grau de complexibilidade. Segundo Barral, a balança comercial brasileira, a deterioração dos serviços, custos muito elevados e os entraves do sistema logístico e tributários do país são os principais desafios para o setor. “Temos dificuldades de competitividade sistêmica em comparação a outros países em desenvolvimento. Os altos custos de produção e mão de obra dificultam a exportação”, explica.
Essa diferenciação pode ser verificada quando comparamos o trâmite nacional com outros países. Conforme Barral, os preços de logística e tributação no Brasil são quase o dobro dos Estados Unidos, por exemplo. “Um sistema tributário que não incentiva a exportação acaba com o profissional exportador. Por isso temos um número muito pequeno de empresas que conseguem exportar”, complementa. 
Na bagagem, Barral também traz dados que ilustram o comportamento do país nos últimos anos, além de possibilidades de negócios para os empresários. De acordo com ele, a tendência marcante está no aumento da participação dos produtos primários na pauta exportadora. Soja e minério de ferro, por exemplo, ganham cada vez mais espaço e enfraquecem a área industrial. “Os produtos industrializados tinham representatividade de quase 60% da pauta exportadora. Hoje, esse índice chega a 40%. Essa diferenciação no comportamento é uma das causas da nossa baixa competitividade”, justifica.
Professor licenciado da UFSC e ex-secretário de Comércio Exterior do MDIC, Barral deve reascender o debate em torno do Reintegra, programa que devolve às empresas 3% do valor exportado em manufaturados, suspenso desde o ano passado. “A ideia é apresentar todos os tópicos que estão sendo discutidos em Brasília, como o aporte a financiamentos, retorno do Reintegra e banco de desenvolvimento EXINBANK. O envolvimento das organizações, em prol de uma mudança significativa, é um fator muito positivo”.   
O encontro, que abordará o tema “Perspectivas para o comércio exterior brasileiro” será realizado na segunda-feira, 2 de junho, no Salão de Eventos do CIC em Bento Gonçalves, às 18h. Os ingressos custam R$ 50 e as vagas são limitadas. Informações e contato através do e-mail fernandarocha@sindmoveis.com.br.
 
Sobre o palestrante
Ex-Secretário de Comércio Exterior (2007-2011) e reconhecido especialista em defesa comercial e negociações internacionais, Welber Barral tem vinte anos de experiência como consultor para agências governamentais e empresas na América Latina. Além de exercer o cargo de sócio administrador na Barral M Jorge, é também Presidente do Brazil Industries Coalition (BIC), Conselheiro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e da Câmara de Comércio Americana (Amcham), árbitro no Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul e na Organização Mundial do Comércio (OMC), e Professor no Instituto Rio Branco. Welber Barral é Mestre em Relações Internacionais (UFSC), Doutor em Direito Internacional (USP) e Pós-Doutor em Direito do Comércio Internacional (Georgetown University).