Notícia

  • 17 Mar 2016
    Importadores do Catar levam móveis brasileiros para o mercado do Oriente Médio

Um salto de 61% nas importações de móveis brasileiros no último ano, saindo de US$ 455.181,00 para US$ 733.304,00, sugere o Catar como um dos mercados promissores para o setor moveleiro nacional. Na Movelsul Brasil 2016, o país do Oriente Médio é um dos 14 países participantes do Projeto Comprador, que desde 2000 promove rodadas de negócios com empresas brasileiras e compradores estrangeiros para impulsionar as exportações.

O diretor-geral da Al Jaidah Brothers, Nabil Basma, que participa pela primeira vez do Projeto, revela que o valor de importação de móveis brasileiros na empresa ultrapassou os US$ 700 mil em 2015. “Os moradores do Catar não confiam 100% nos produtos fabricados no Oriente Médio, e os móveis europeus possuem valores mais elevados. Buscamos no Brasil uma solução para nossos clientes, com itens que consigam unir qualidade e preço competitivo”, declara. Mas, para ele, ainda há produtos que precisam ser aprimorados, como é o caso dos sofás. “As empresas precisam ser flexíveis, adaptando esses itens ao nosso mercado”.  Enquanto isso, o empresário destaca o uso de móveis brasileiros em dormitórios. “Todos os guarda-roupas do Catar são do Brasil”, garante.

As rodadas de negócios são feitas na companhia da conterrânea Maria Lourdes Elardo, da Design One. Ela, que atua como uma espécie de consultora de vendas no Catar, é responsável por sugerir móveis e complementos para compor projetos de casas e apartamentos. Como os imigrantes representam a maior fatia de habitantes do país – são mais de 2 milhões para 500 mil nativos -, muitas residências já são preparadas para receber quem escolhe morar de aluguel. “A Movelsul Brasil superou nossas expectativas. Com certeza, está à frente da Index, de Dubai”, assegura Maria.  “Estou muito satisfeito como que encontramos na feira. O mundo já conhece o Brasil por suas mulheres bonitas, pelo samba e futebol. Agora, queremos que as pessoas percebam o país também por seus móveis”, complementa Basma.