Notícia
  • 08 Fev 2013

    Faturamento do polo moveleiro de Bento Gonçalves cresce 7,5% em 2012


O faturamento nominal do polo moveleiro de Bento Gonçalves cresceu 7,5% em 2012, na comparação com o ano anterior. Esse índice é inferior ao projetado para o período, de 10%, e também ao crescimento obtido pela totalidade das indústrias moveleiras gaúchas, que foi de 13,5%.    A isenção do IPI sobre móveis, vigente desde março do ano passado, é um dos fatores responsáveis pelo resultado abaixo do esperado, pois o imposto é um dos valores que compõem o faturamento e sua retirada reduz o total bruto do ano de 2012. De abril a dezembro, meses de incidência da isenção de IPI, o faturamento no estado cresceu 16,7%. Já no polo de Bento Gonçalves, onde se destaca a produção de móveis planejados, o incremento foi bem menor no período: 5,9%.   O faturamento nominal é calculado pela Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz) a partir do valor emitido em notas fiscais pelas empresas. É um parâmetro que ajuda a delimitar a representatividade de cada setor e indica, por exemplo, que o faturamento da indústria moveleira de Bento Gonçalves equivale a 37% da gaúcha. Porém, não representa necessariamente o desempenho global do setor nem um incremento de lucratividade, pois não leva em conta fatores como os custos de produção, as variações de preços do mercado, da produção física e a geração de empregos.   No polo de Bento Gonçalves, houve um crescimento de 6,4% no número de empregos na cadeia de madeira e móveis até novembro 2012, além de um incremento significativo na massa salarial (fonte: MTE). Atualmente, cerca de 11.100 pessoas são empregadas pelas indústrias do setor. A presidente do Sindmóveis, Cátia Scarton, destaca que o setor moveleiro responde por quase metade dos empregos da indústria em Bento Gonçalves e que a isenção do IPI foi importante para a manutenção da competitividade no ano passado, mesmo tendo impactado no faturamento do polo. “A geração de empregos e aumento da renda pela indústria de móveis no município são consequências da manutenção da produção em 2012, que foi impulsionada pela redução do IPI. Se não houvesse a redução, estaríamos em piores condições”, afirma Cátia.   O ano de 2012 foi ruim para a produção industrial como um todo. A produção física industrial do RS em todos os setores caiu 4,6%, enquanto o índice de desempenho industrial calculado pela Fiergs aumentou 0,3%, somente positivo devido aos itens ligados ao emprego e salários pagos. Por outro lado, o setor moveleiro aumentou sua produção em 2,5% e teve índice de desempenho industrial 8,9% maior do que ano anterior, com incremento de 10,97% na massa salarial real.